Browsing articles in "Vida dos Santos"
jun 4, 2011

São Pedro Crisólogo

Este Santo nasceu em Ímola, na Itália, no ano de 380 e “aproveitou” sua vida, gastando-se totalmente pelo Evangelho, a ponto de ser reconhecido pela Igreja como Doutor da Igreja (isto se deu em 1729, pelo Papa Bento XIII). São Pedro Crisólogo tinha este nome por ter se destacado principalmente pelo dom da pregação – Crisólogo significa ‘O homem da palavra de ouro’(este cognome lhe foi dado a partir do séc IX).

Diante da morte do bispo de Ravena, o escolhido para substituí-lo foi Pedro, que neste tempo vivia num convento, aonde queria oferecer-se como vítima no silêncio; mas os planos do Senhor fizeram dele bispo. Pastor prudente e zeloso da Igreja usou do dom da pregação como instrumento do Espírito para a conversão de pagãos, hereges e cristãos indiferentes na vivência da própria fé.

São Pedro Crisólogo, com o seu testemunho de santidade, conhecimento das ciências teológicas e dom de comunicação venceu a heresia do Monofisismo, a qual afirmava Jesus ter apenas uma só natureza, e não a misteriosa união da natureza divina e humana como o próprio nos revelou. Um homem que tinha o pecado no coração, porém, Pedro lutou com as armas da oração, jejum e mortificações para assim desfrutar e transmitir pela Palavra o tesouro da graça, isto até entrar na Glória Celeste em 450. Sua data de celebração é 30 de julho.

São Pedro Crisólogo, rogai por nós!

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nov 29, 2010

São Martinho de Lima

Com alegria celebramos a santidade de vida de um santo do nosso chão latino-americano. São Martinho nasceu no Peru em 1579, filho de um conquistador espanhol com uma mulata panamenha.

Grande parte da sociedade de Lima não diferenciava tanto da nossa atual, pois sustentava a hipócrita postura do preconceito racial, por isso Martinho sofreu humilhações, por causa de sua pele escura. Aconteceu que São Martinho não foi reconhecido portador de sangue nobre, e nem precisava, porque educado de forma cristã pela mãe, descobriu com a vida que o “aspecto mais sublime da dignidade humana está na vocação do homem à comunhão com Deus” (Catecismo da Igreja Católica).

Com idade suficiente, São Martinho, homem cheio do Espírito Santo e de obras no Amor, conseguia servir a Cristo no próximo, primeiramente pela suas diversas profissões (barbeiro, dentista, ajudante de médico), e mais tarde amou Deus no outro e o outro em Deus, como irmão da Ordem Dominicana. Mendigo por amor aos mendigos, São Martinho de Porres, ou de Lima, destacou-se dentre tantos pela sua luta contra o Tentador e a tentação, além da humildade, piedade e caridade. Sendo assim, Deus pôde munir Martinho com muitos Carismas, como o de cura e milagres, sem que estes o orgulhasse e o impedisse de ir para o Céu, onde entrou em 1639.
Dia da comemoração: 3 de novembro

São Martinho de Lima, rogai por nós!

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out 28, 2010

Santo Amaro

Nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo,mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monarcal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.

Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; depois que ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.

História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e através da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.
O dia de sua comemoração é 15 de janeiro.
Santo Amaro, rogai por nós!

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jul 22, 2010

Santa Maria Madalena

Natural de Mágdala, na Galileia, Maria Madalena foi contemporânea de Jesus Cristo, tendo vivido no Século I. O testemunho de Maria Madalena é encontrado nos quatro Evangelhos:

“Os doze estavam com ele, e também mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças. Maria, dita de Mágdala, da qual haviam saído sete demônios…” (Lc 8,1-2).

Após ter sido curada por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, de seguimento a Nosso Senhor no amor e no serviço. E este amor maduro de Maria Madalena levou-a até ao momento mais difícil da vida e da missão de Nosso Senhor, permanecendo ao lado d’Ele:

“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena” (Jo 19,25).

Maria Madalena foi a primeira testemunha da Ressurreição de Jesus:

“Então, Jesus falou: ‘Maria!’ Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: ‘Rabûni!’ (que quer dizer: Mestre)” (Jo 20,16).

A partir deste encontro com o Ressuscitado, Maria Madalena, discípula fiel, viveu uma vida de testemunho e de luta pela santidade.

Existe também uma tradição de que Maria Madalena, juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, foi evangelizar em Éfeso, onde depois veio a falecer nesta cidade.

O culto à Santa Maria Madalena no Ocidente propagou-se a partir do Século XII.

Santa Maria Madalena, rogai por nós!

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jun 27, 2010

São Pedro de Alcântara

“Aqueles que são de Cristo crucificaram a própria carne com os seus vícios e concupiscências” (Gal 5,24)

Esta Palavra do Senhor se aplica muito bem a São Pedro de Alcântara, o qual lembramos hoje, pois soube vencer o corpo do pecado através de muita oração e mortificações. Pedro nasceu em Alcântara, na Espanha, em 1499.

Menino simples, orante e de bom comportamento, estudou na universidade ainda novo, mas soube, igualmente, destacar-se no cultivo das virtudes cristãs, até que, obediente ao Mestre, o casto e caridoso jovem entrou para a Ordem de São Francisco, embora seu pai quisesse para ele o Direito. Pedro foi ordenado sacerdote e tornou-se modelo de perfeição monástica e ocupante de altos cargos, o qual administrou até chegar, com vinte anos, a superior do convento e, mais tarde, eleito provincial da Ordem.

Franciscano de espírito e convicção, era sempre de oração e jejum, poucas horas de sono, hábito surrado, grande pregador e companheiro das viagens. Como provincial, visitou todos os conventos da sua jurisdição, promovendo uma reforma de acordo com a regra primeira de São Francisco, da qual era testemunho vivo. Conhecido, sem desejar, em toda a Europa, foi conselheiro do imperador Carlos V e do rei João III, além de amigo dos santos e diretor espiritual de Santa Teresa de Ávila; esta, sobre ele, atestou depois da morte do santo: “Pedro viveu e morreu como um santo e, por sua intercessão, conseguiu muitas graças de Deus”.

Considerado um dos grandes místicos espanhóis do séc. XVI e dos que levaram a austeridade até um grau sobre-humano, entrou no Céu com 63 anos, em 1562, após sofrer muito e receber os últimos Sinais do Amor (Sacramentos), que o preparou para um lindo encontro com Cristo.
Dia de comemoração, 20 de outubro.
São Pedro de Alcântara, rogai por nós!
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jun 9, 2010

São Pantaleão

O santo de hoje viveu no Séc. III e IV da Era Cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.
Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina.
Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.
Um dia que se viu diante duma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o Santo Batismo.
Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado.
Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.
São Pantaleão, rogai por nós!
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jun 2, 2010

Catequese de Bento XVI sobre São Tomás de Aquino

Queridos irmãos e irmãs,

após algumas Catequeses sobre o sacerdócio e minhas últimas viagens, retornamos hoje ao nosso tema principal, à meditação de alguns grandes pensadores da Idade Média. Tínhamos visto por último a grande figura de São Boaventura, franciscano, e hoje desejo falar daquele que a Igreja chama de Doctor communis: São Tomás de Aquino. O meu venerado Predecessor, o Papa João Paulo II, na sua Encíclica Fides et Ratio, recordou que São Tomás “foi sempre proposto pela Igreja como mestre de pensamento e modelo do modo correto de se fazer teologia” (n. 43). Não surpreende que, após Santo Agostinho, entre os escritores eclesiásticos mencionados no Catecismo da Igreja Católica, São Tomás seja citado mais que qualquer outro, por não menos de sessenta vezes! Ele também é conhecido como Doctor Angelicus, talvez por suas virtudes, em particular a sublimidade do pensamento e a pureza da vida.

Tomás nasceu entre 1224 e 1225 no castelo que sua família, nobre e rica, possuía em Roccasecca, próximo a Aquino, perto da célebre abadia de Montecassino, para onde foi enviado pelos pais para receber os primeiros elementos de sua instrução. Alguns anos mais tarde ele transferiu-se para a capital do Reino da Sicília, Nápoles, onde Federico II tinha fundado uma prestigiada Universidade. Ali era ensinado, sem as limitações vigentes em outros lugares, o pensamento do filósofo grego Aristóteles, ao qual o jovem Tomás foi introduzido, e do qual imediatamente percebeu o grande valor. Mas, sobretudo naqueles anos passados em Nápoles, nasceu sua vocação dominicana. Tomás foi de fato atraído pelo ideal da Ordem fundada há então pouco tempo por São Domingos. No entanto, quando revestiu-se do hábito dominicano, sua família se opôs a esta opção, e ele foi forçado a deixar o convento e passar algum tempo com a família.

Em 1245, já adulto, poderia retomar o seu caminho de resposta ao chamado de Deus. Foi enviado para Paris para estudar teologia, sob a orientação de um outro santo, Alberto Magno, sobre o qual falei recentemente. Alberto e Tomás tiveram uma amizade profunda e verdadeira e aprenderam a se estimar e querer bem, ao ponto de Alberto desejar que seu discípulo o acompanhasse a Colônia, para onde havia sido enviado pelos superiores da Ordem para fundar um studio teológico. Tomás, em seguida, tem contato com todas as obras de Aristóteles e seus comentadores árabes, que Alberto apresentava e explicava.

Naquele período, a cultura do mundo latino era profundamente estimulada pelo encontro com as obras de Aristóteles, que haviam permanecido desconhecidas por muito tempo. Tratava-se de escritos sobre a natureza do conhecimento, sobre ciências naturais, sobre metafísica, ética e alma, cheio de informações e intuições que pareciam válidas e convincentes. Era toda uma visão completa do mundo desenvolvida sem e antes de Cristo, através da pura razão, e parecia impor-se à razão como “a” visão mesma; era, portanto, um incrível fascínio para os jovens verem e conhecerem essa filosofia. Muitos saudaram com entusiasmo, também com entusiasmo acrítico, a essa enorme riqueza do saber antigo, que parecia poder renovar vantajosamente a cultura, abrir completamente novos horizontes. Outros, porém, temiam que o pensamento pagão de Aristóteles se opusesse à fé cristã, e recusavam-se a estudá-lo. Encontraram-se duas culturas: a cultura pré-cristã de Aristóteles, com sua racionalidade radical, e a clássica cultura cristã. Certos ambientes eram levados a rejeitar Aristóteles também pelo fato de que a apresentação de tal filósofo havia sido feita pelos comentadores árabes Avicenna e Averroè. Na verdade, foram eles que transmitiram ao mundo latino a filosofia aristotélica. Por exemplo, esses comentadores haviam ensinado que os homens não dispõem de uma inteligência pessoal, mas que existe apenas um único intelecto universal, uma substância espiritual comum a todos, que opera em todos como “única”: então uma despersonalização do homem. Um outro ponto discutível veiculado pelos comentadores árabes era aquele segundo o qual o mundo é eterno como Deus. Desencadearam-se compreensivelmente disputas intermináveis no mundo universitário e eclesiástico. A filosofia aristotélica foi-se difundindo até mesmo entre as pessoas comuns.

Tomás de Aquino, na escola de Alberto Magno, teve uma importância fundamental para a história da filosofia e da teologia, diria para a história da cultura: estudou minuciosamente Aristóteles e seus intérpretes, procurando novas traduções latinas dos textos originais em grego. Assim, não apoiava-se mais somente nos comentadores árabes, mas podia ler pessoalmente os textos originais, e comentou grande parte das obras de Aristóteles, distinguindo aquilo que era válido daquilo que era dúbio ou devia ser refutado como um todo, mostrando a consonância com os dados da Revelação cristã e utilizando larga e agudamente o pensamento aristotélico na exposição dos escritos teológicos que compôs. Em definitivo, Tomás de Aquino mostrou que entre a fé cristã e a razão subsiste uma harmonia natural. E essa foi a grande obra de Tomás, que naquele momento de confronto entre duas culturas – aquele momento no qual parecia que a fé devia render-se diante da razão – revelou que elas são indissociáveis, que quando aparecia razão não compatível com a fé não era razão, e que quando aparecia fé não era fé de oposta à verdadeira racionalidade; assim ele criou uma nova síntese, que formou a cultura dos séculos seguintes.

Pelos seus excelentes dons intelectuais, Tomás foi chamado a Paris como professor de teologia na cátedra dominicana. Aqui iniciou também a sua produção literária, que continuou até sua morte, e que foi prodigiosa: comentários sobre a Sagrada Escritura, porque o professor de teologia era sobretudo intérprete da Escritura, comentários sobre os escritos de Aristóteles, obras sistemáticas poderosas, entre as quais a sobressaliente Summa Theologiae, tratados e discursos sobre vários temas. Para a composição de seus escritos, foi assistido por alguns secretários, entre os quais o irmão Reginaldo de Piperno, que o seguiu fielmente e ao qual foi ligado por uma amizade fraterna e sincera, caracterizada por uma grande confidência e confiança. Essa é uma característica dos santos: cultivam a amizade, porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino, como Tomás mesmo explicou em algumas quaestiones da Summa Theologiae, na qual ele escreve: “A caridade é a amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele pertencem” (II, q. 23, a.1).

Ele não permaneceu muito tempo em Paris. Em 1259, participou do Capítulo Geral dos Dominicanos em Valenciennes, onde foi membro de uma comissão que estabilizou o programa de estudos na Ordem. De 1261 a 1265, então, Tomás foi para Orvieto. O Papa Urbano IV, que nutria por ele uma grande estima, lhe confiou a composição dos textos litúrgicos para a festa de Corpus Domini [Corpus Christi], que celebraremos amanhã, instituída na sequência do milagre eucarístico de Bolsena. Tomás tinha uma alma absolutamente eucarística. Os belíssimos hinos que a liturgia da Igreja canta para celebrar o mistério da presença real do Corpo e do Sangue do Senhor na Eucaristia são atribuídos à sua fé e conhecimento teológico. De 1265 até 1268, Tomás residiu em Roma, onde, provavelmente, dirigia um Studium, isto é, uma Casa de Estudos da Ordem, e onde começou a escrever sua Summa Theologiae (cf. Jean-Pierre Torrell,Tommaso d’Aquino. L’uomo e il teologo, Casale Monf., 1994, pp. 118-184).

Em 1269 foi re-enviado a Paris para um segundo ciclo de ensinos. Os estudantes – pode-se entender – eram entusiasmados por suas aulas. Um de seus ex-aluno declarou que uma grandíssima multidão de estudantes seguia os cursos de Tomás, de modo que as salas de aula mal podiam abrigá-los, e acrescentava, com uma anotação pessoal, que “ouvi-lo era para si uma felicidade profunda”. A interpretação de Aristóteles dada por Tomás não era aceita por todos, mas mesmo os seus adversários no campo acadêmico, como Goffredo de Fontaines, por exemplo, admitiam que a doutrina do irmão Tomás era superior a outras pela utilidade e valor e servia como corretivo a de todas os outros doutores. Talvez também para protegê-lo das vivazes discussões de então, seus superiores enviaram-lhe novamente a Nápoles, para estar à disposição do rei Carlo I, que desejava reorganizar os estudos universitários.

Além do estudo e do ensino, Tomás dedicou-se também a pregar ao povo. E também o povo ia de bom grado ouvi-lo. Diria que é realmente uma grande graça quando os teólogos sabem falar com simplicidade e fervor aos fiéis. O ministério da pregação, além disso, ajuda os próprios estudiosos de teologia a um são realismo pastoral, e reforça com vivazes estímulos a própria pesquisa.

Os últimos meses da vida terrena de Tomás foram circundados por uma atmosfera especial, diria que misteriosa. Em dezembro de 1273, chamou seu amigo e secretário Reginaldo para comunicá-lo da decisão de interromper todo o trabalho, porque, durante a celebração da Missa, havia entendido, após uma revelação sobrenatural, que tudo o quanto havia escrito até então era apenas “um monte de palha”. É um episódio misterioso, que nos ajuda a compreender não somente a humildade pessoal de Tomás, mas também o fato de que tudo o que possamos pensar e dizer sobre a fé, por mais elevado e puro, é infinitamente superado pela grandeza e beleza de Deus, que nos será revelada em plenitude no Paraíso. Alguns meses depois, sempre mais absorto em uma pensativa meditação, Tomás morre enquanto estava em viagem a Lyon, aonde estava indo para participar do Concílio Ecumênico convocado pelo Papa Gregório X. Morreu na Abadia cisterciense de Fossanova, após ter recebido o Viático com sentimentos de grande piedade.

A vida e o ensinamento de São Tomás de Aquino poderia ser resumida através de um episódio transmitido pelos antigos biógrafos. Enquanto o Santo, como de costume, estava em oração diante do Crucifixo, no início da manhã na Capela de São Nicolas, em Nápoles, Domenico da Caserta, o sacristão da igreja, ouviu desenvolver-se um diálogo. Tomás perguntava, preocupado,se o que ele havia escrito sobre os mistérios da fé cristã estava certo. E o Crucifixo responde: “Tu tens falado bem de mim, Tomás. Qual será a tua recompensa?”. E a resposta que Tomás ofereceu é aquela que também nós, amigos e discípulos de Jesus, desejamos sempre dar: “Nada além de Ti, Senhor!” (Ibid., p. 320).

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mai 21, 2010

Causas impossíveis

Reze a Novena à Santa Rita de Cássia
Reze pelas causas impossíveis

Festa: 22 de maio

No coração, Rita trazia o desejo da vida religiosa, porém foi casada, a pedido dos pais, com Paulo Ferdinando, que de início aparentava boa índole, mas logo começou a se mostrar grosseiro, violento e fanfarrão.

Após 18 anos de casamento, seu marido foi assassinado e seus dois filhos juraram vingar-se dos assassinos.

Ela pediu a Deus que tirasse a vida dos filhos antes que cometessem o pecado da vingança; e foi atendida.

Santa Rita de Cássia se entregava constantemente à oração e ao testemunho de caridade, tanto que perdoou o esposo e os assassinos deste.

Ingressou, depois de viúva, num convento agostiniano e ali recebeu na fronte, como privilégio, um dos espinhos da coroa de Nosso Senhor. Sua vida é repleta de milagres e episódios maravilhosos.

Santa Rita também é chamada “advogada das causas perdidas” e “santa dos impossíveis”.

Você que, hoje, sofre com as infidelidades e pecados do seu esposo, assim como com a rebeldia de seus filhos, peça a intercessão de Santa Rita.

Novena

. Fazer o sinal da cruz;

. Rezar o tema de cada dia;

. Rezar 1 Pai Nosso; 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai;

. Fazer a oração final;

Primeiro dia

Tema: Rita, alegria dos pais na velhice.

O admirável Santa Rita de Cássia, tu que nasceste quando teus pais já estavam avançados em idade, nutriste por eles um carinho todo especial. Ensina-nos a sempre mais amar e proteger todos os caminhos todo especial. Ensina-nos a sempre mais amar e proteger todos os idosos que vivem em nossos lares em comunidades. Que tenhamos paciência para com eles e as condições para amá-los como imagem de Jesus a quem tanto amaste.

Oração final

Deus Pai de bondade, vós nos dais o exemplo dos santos para que imitando-os na terra, possamos chegar um dia às alegrias do céu. Dai-me, vos peço, por intercessão de Santa Rita de Cássia, padroeira dos casos desesperados e impossíveis, que tanto vos amou nesta vida, as graças que tão ardentemente vos suplico…

Segundo Dia

Tema: Santa Rita, amante da oração.

Ó admirável Santa Rita de Cássia, nutriste desde cedo um profundo amor à oração e à solidão com Deus, ajuda-nos a descobrir nossa vocação de orantes em um mundo que esquece de orar. Que possamos rezar pelos que não sabem rezar pelos que não podem rezar e pelos que não querem rezar.

Terceiro dia

Tema: Santa Rita, fiel ao esposo.

Ó admirável Santa Rita de Cássia, mesmo em meio aos mais duros sofrimentos que passaste em teu matrimonio, não desanimaste e oraste incessantemente pela conversão do teu esposo. Ensina aos casais de hoje teu jeito singelo de ser fiel na alegria ou na tristeza, na saudade ou na doença no amor no respeito e na fidelidade.

Quarto dia

Tema: Santa Rita, um coração de mãe para seus filhos.

Ó admirável Santa Rita de Cássia, foste paciente e carinhosa para com teus dois filhos que queriam vingar a morte do pai. Ensina aos pais de hoje a ter um coração sempre aberto, preocupado e carinhoso para com seus filhos a exemplo do pai do filho pródigo, a quem imitaste em tua vida.

Quinto dia

Tema: Santa Rita, amante da vida religiosa.

Ó admirável Santa Rita de Cássia, nutriste como ninguém um amor total à vida consagrada e religiosa. Mostra a muitos jovens de hoje o caminho para descobrir o verdadeiro amor desinteressado e total a Deus e aos irmãos. Intercede para que surjam muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas.

Sexto dia

Tema: Santa Rita, profunda penitente

Ó admirável Santa Rita de Cássia, descobriste na fé e na penitência uma forma misteriosa de amar secretamente a Deus, a quem escolheste seguir. Ajuda-nos também a descobrir a penitência como um valor evangélico de conversão pessoal e desprendimento de todas as formas de egoísmo.

Sétimo dia

Tema: Santa Rita, obediente aos superiores.

Ó admirável Santa Rita de Cássia, como ninguém obedeceste aos teus superiores religiosos por ver nessa obediência um valor evangélico, um amor de quem tudo entrega por um amor sempre maior. Ensina aos cristão de nossos dias a verdadeira caridade mútua, que faz com que toda forma de obediência não seja mais que um modo de servir aos irmãos.

Oitavo dia

Tema: Santa Rita, amante do Crucificado.

Ó admirável Santa Rita de Cássia, descobriste no amor de Jesus crucificado um caminho para amar também o sofrimento. Ensina-nos a carregar nossas cruzes quando elas surgirem, sem desanimar ou desesperar.

Mostra-nos também o calor redentor de todos sofrimento aceito por amor a Jesus que nada mais tendo a oferecer, deu-nos Sua própria vida.

Nono dia

Tema: Santa Rita, padroeira das causas impossíveis.

Ó admirável Santa Rita de Cássia, em virtude dos prodígios que conseguiste de Deus, foste escolhida como padroeira de todas as causas impossíveis. Ajuda-nos a sempre mais confiar no milagre maravilhoso do amor que faz o maior de todos os prodígios sobre a terra: a conversão de todos os corações para Deus.

Fonte: cancaonova.com

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mai 15, 2010

Santo Irineu

Celebramos a memória do grande Bispo e Mártir, São Irineu, que pelos seus escritos tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II. Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de Santo Policarpo, que por sua vez conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista.

Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo, que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio. Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão, sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz – logrou êxito nessa missão, já que isto nada interferia na unidade da fé.

Ao voltar da missão deparou-se com a morte do Bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso Bispo, foi ele quem escreveu contra os hereges e sobre a sucessão apostólica. E, muito dos dados que temos, hoje, sobre a história da Igreja do século II. Este grande Bispo morreu mártir na perseguição do imperador Severo.

Dia da comemoração: 28 de junho

São Irineu, rogai por nós!

mai 6, 2010

São Nuno de Santa Maria

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, e recebeu a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezesseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria são os alicerces da sua vida interior. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acaba por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.

O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria — a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, aos 71 anos de idade. Era o Domingo de Páscoa, dia 1 de Abril de 1431. Após sua morte, passou imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto “Clementíssimus Deus” e foi consagrado o dia 6 de Novembro ao, então, beato. O Santo Padre, Papa Bento XVI, durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

Dia da comemoração: 6 de novembro

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Quem sou eu…

Edson Oliveira de Souza - Administrador do Santuário Nossa senhora do equilíbrio, Evangelizador ... mais que auto-ajuda, AJUDA DO ALTO

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