Amigo do Espírito Santo
É preciso ser amigo do Espírito Santo, para termos o equilíbrio necessário para fazer deste mundo um mundo melhor. “OS MAUS NÃO SÃO BONS PORQUE OS BONS NÃO SÃO MELHORES”. Se formos cheios do Espírito Santo, contagiaremos este mundo.
Então faça comigo esta linda oração, a SEQUÊNCIA DE PENTECOSTES:
ESPÍRITO DE DEUS ENVIAI DOS CÉUS UM RAIO DE TUA LUZ. VINDE PAI DOS POBRES DAI AOS CORAÇÕES OS VOSSOS 7 DONS. CONSOLO QUE ACALMA, HÓSPEDE DA ALMA, DOCE ALÍVIO VINDE! NO LABOR DESCANSO, NA AFLIÇÃO REMANSO, NO CALOR, ARAGEM. ENCHEI LUZ BENDITA, CHAMA QUE CREPITA O ÍNTIMO DE NÓS. SEM A LUZ QUE ACODE NADA O HOMEM PODE, NENHUM BEM HÁ NELE. AO SUJO LAVAI, AO SECO REGAI, CURAI O DOENTE. DOBRAI O QUE É DURO, GUIAI NO ESCURO, O FRIO AQUECEI. DAI EM PRÊMIO AO FORTE, UMA SANTA MORTE, ALEGRIA ETERNA. AMÉM!
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…”QUEM O ACHOU, DESCOBRIU UM TESOURO”
ESTOU CONVENCIDO QUE É PRECISO SER AMIGO DO ESPÍRITO SANTO!
PARA TUDO: PROBLEMAS,SOFRIMENTOS,SAÚDE,DINHEIRO,TRABALHO,FAMÍLIA…
INVOQUE O ESPÍRITO SANTO, DELE SEJA AMIGO, POIS A PALAVRA DE DEUS VAI DIZER EM ECLESIÁSTICO 6,14 “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou descobriu um tesouro”.
Vem, Espírito Santo,
E envia do alto do céu
Um raio da Tua luz.
Vem, pai dos pobres,
Doador da divina graça
E luz dos corações.
És consolo e defensor,
Amável hóspede dos corações
E alívio incomparável.
És descanso no trabalho,
Brisa no calor ardente
E consolo na aflição.
Ó ditosa luz divina,
Ilumina plenamente
O coração dos Teus fiéis.
Sem Ti não pode haver
Em homem algum, jamais,
Inocência nem bondade.
Vem livrar-nos do pecado,
Abrandar nossas aridez
E curar nossas feridas.
Concede-nos que possamos
Superar nossa obstinação,
Vencer a nossa apatia
E nos guardar no bom caminho.
Àqueles que crêem
em Ti
E em Ti confiam, concede
Os Teus sete dons sagrados.
Como prêmio da virtude,
Dá -lhes a felicidade e a alegria.
Amém.
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Pergunte-se: ‘Sei tomar decisões acertadas?’
Uma das atitudes mais importantes da vida é a coragem de se decidir pelo bem, pela verdade e pela justiça. É importante assumirmos a nossa identidade de filhos de Deus num mundo de antivalores, que classifica os homens pelo que têm e não pelo que são.
Precisamos constantemente tomar decisões acertadas e, quando errarmos, corajosamente assumir os nossos erros com serenidade, pedindo perdão ao Senhor e lutando para não cometê-los novamente.
Somente seremos capazes de tomar pequenas ou grandes decisões de acordo com a vontade de Deus quando nos deixarmos impulsionar pela força do Espírito Santo, assim como o próprio Jesus:
“Naquele tempo, Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito Santo, e sua força espalhou-se por toda a redondeza” (Lc 4,14).
Peçamos hoje ao Senhor a graça de sermos cheios do Espírito Santo para que possamos agir como verdadeiros cristãos, promotores da paz e do amor.
Jesus, eu confio em Vós!
Fonte: http://luziasantiago.com/
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Disciplinados e sábios na oração
Falta sabedoria na oração. Podemos dizer: “Louvado seja Deus! Vivemos em um tempo de abundância, como o Senhor falou. Aquele filete d’água tornou-se um rio, e esse rio tornou-se um imenso caudal, que tornou-se mar. Nadamos em graça, o Senhor nos dá abundância de dons!” Mas precisamos ser comedidos, temos de ser sábios.
É como chegar a uma festa em que há salgadinhos em quantidade, e a gente nem sabe por qual deles começar. Se você começa a comer de tudo, depois terá dor de estômago. Se você bebe de tudo, vai passar mal. É o que nós fazemos, muitas vezes, na hora da oração. Temos de ser disciplinados e sábios ao fazermos nossas preces, aprender a disciplina da sabedoria e educar o povo neste caminho.
Sabendo que o Senhor dá em quantidade, temos de ir dissecando uma coisa por vez. A Palavra de Deus é tão rica que devemos ficar ali, meditando, orando e, mais que tudo: pedindo ao Senhor que através daquela Palavra Ele toque fundo o nosso coração… A Palavra vai tocar o nosso coração, o centro do nosso ser. Pode ser que a nossa inteligência nem guarde bem, nem capte, mas aquela Palavra tocou o fundo do nosso ser.
(Trecho do livro “A Sabedoria está no ar” de monsenhor Jonas Abib)
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Banhados no Espírito Santo
Pode-se comparar a efusão do Espírito Santo àquele fenômeno que acontece ao pegarmos uma jóia e banhá-la no ouro. Vocês sabem que muitas das jóias que usamos não são de ouro puro. São banhadas. Pode ser um banho mais forte, mais fraco, mas são banhadas em ouro. Por que essa comparação? Porque nós somos criaturas humanas, somos o metal; Deus é o ouro e nós somos banhados.
A expressão “ser batizado” significa justamente isso. Pode-se dizer da peça banhada em ouro que ela é batizada no ouro, e o ouro adere àquela superfície, e ela se torna totalmente diferente, adquire propriedades que não tinha antes. Era um pobre metal, mas agora ficou realmente dourado. E o ouro realmente adere àquela superfície. O mesmo acontece conosco.
Mas com o uso, o metal banhado em ouro vai perdendo o banho pouco a pouco, porque não é ouro. O mesmo acontece conosco. Nós não somos divinos. Somos humanos. Mas fomos banhados pela divindade, como o metal foi banhado no ouro. Por isso, precisamos ser mais e mais banhados no ouro do Espírito Santo.
E justamente o uso, o gasto que vamos sofrendo pelo nosso trabalho apostólico, pelo uso dos dons, para ir à frente, para testemunhar em face das multidões… isso tudo vai nos desgastando. Precisamos receber sempre de novo o banho no Espírito.
(Trecho do livro “A Sabedoria está no ar” de monsenhor Jonas Abib)
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Efusão do Espírito Santo
As citações descritas abaixo são do Catecismo da Igreja Católica (CIC)
E.5.1 Celebrações cristãs e efusão do Espírito Santo
§1104 A liturgia cristã não somente recorda os acontecimentos que nos salvaram, como também os atualiza, toma-os presentes. O mistério pascal de Cristo é celebrado, não é repetido; o que se repete são as celebrações; em cada uma delas sobrevêm a efusão do Espírito Santo que atualiza o único mistério.
E.5.2 Efeitos da efusão do Espírito Santo
§686 O Espírito Santo está em ação com o Pai e o Filho do início até a consumação do Projeto de nossa salvação. Mas é nos “últimos tempos”, inaugurados pela Encarnação redentora do Filho que ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então este Projeto Divino, realizado em Cristo, “Primogênito” e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito difundido: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a Vida Eterna.
§706 Contra toda esperança humana, Deus promete a Abraão a uma descendência, como fruto da fé e do poder do Espírito Santo Nela serão abençoadas todas as nações da terra. Esta descendência será Cristo, no qual a efusão do Espírito Santo fará “a unidade dos filhos de Deus dispersos”. Ao comprometer-se por juramento, Deus já se compromete a dar seu Filho bem-amado e “o Espírito da promessa… que prepara a redenção do Povo que Deus adquiriu para si”.
§759 759 “O Pai eterno, por libérrimo e arcano desígnio de sua sabedoria e bondade, criou todo o universo; decidiu elevar os homens à comunhão da vida divina”, à qual chama todos os homens em seu Filho: “Todos os que crêem em Cristo, o Pai quis chamá-los a formarem a santa Igreja”. Esta “família de Deus” se constitui e se realiza gradualmente ao longo das etapas da história humana, segundo as disposições do Pai. Com efeito, “desde a origem do mundo a Igreja foi prefigurada. Foi admiravelmente preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada pela efusão do Espírito. E no fim dos tempos será gloriosamente consumada”.
§1076 No dia de Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo. O dom do Espírito inaugura um tempo novo na “dispensação do mistério”: o tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, “até que ele venha” (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo. Age pelos sacramentos; é isto que a Tradição comum do Oriente e do Ocidente chama de “economia sacramental”; esta consiste na comunicação (ou “dispensação”) dos frutos do Mistério Pascal de Cristo na celebração da liturgia “sacramental” da Igreja. Por isso, importa ilustrar primeiro esta “dispensação sacramental” (Capítulo I). Assim aparecerão com mais clareza a natureza e os aspectos essenciais da celebração litúrgica (Capítulo II.).
§1229 Tornar-se cristão, eis algo que se realiza desde os tempos dos apóstolos por um itinerário e uma iniciação que passa por várias etapas. Este itinerário pode ser percorrido com rapidez ou lentamente. Dever sempre comportar alguns elementos essenciais: o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho acarretando uma conversão, a profissão de fé, o Batismo, a efusão do Espírito Santo, o acesso à Comunhão Eucarística.
E.5.3 Efusão do Espírito Santo como realização da Páscoa de Cristo
§667 Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo
§731 No dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor, derrama em profusão o Espírito.
E.5.4 Efusão do Espírito Santo no sacramento da Confirmação
§1299 No rito romano, o Bispo estende as mãos sobre o conjunto dos confirmandos, gesto que, desde o tempo dos Apóstolos, é o sinal do dom do Espírito. Cabe ao Bispo invocar a efusão do Espírito:
Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pela água e pelo Espírito Santo fizestes renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito da ciência e piedade – e enchei-os do espírito de vosso temor. Por Cristo Nosso Senhor.
§1302 Da celebração ressalta que o efeito do sacramento da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como foi outorgado outrora aos apóstolos no dia de Pentecostes.
E.5.5 Efusão do Espírito Santo no sacramento da Ordem
§1573 O rito essencial do sacramento da Ordem consta, para os três graus, da imposição das mãos pelo Bispo sobre a cabeça do ordenando e da oração consagratória específica, que pede a Deus a efusão do Espírito Santo e de seus dons apropriados ao ministério para o qual o candidato é ordenado.
E.5.6 Efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos para a missão
§1287 Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa. e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes. Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começam a proclamar “as maravilhas de Deus” (At 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito é o sinal dos tempos messiânicos. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo
§1556 Para desempenhar sua missão, “os Apóstolos foram enriquecidos por Cristo com especial efusão do Espírito Santo, que desceu sobre eles. E eles mesmos transmitiram a seus colaboradores, mediante a imposição das mãos, este dom espiritual que chegou até nós pela sagração episcopal”
E.5.7 Efusão do Espírito Santo hoje
§2819 “O Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14,17). Os últimos tempos, que estamos vivendo, são os tempos da efusão do Espírito Santo. Trava-se, por conseguinte, um combate decisivo entre “a carne” e o Espírito:
Só um coração puro pode dizer com segurança: “Venha a nós o vosso Reino”. E preciso ter aprendido com Paulo para dizer: “Portanto, que o pecado não impere mais em vosso corpo mortal” (Rm 6,12). Quem se conserva puro em suas ações, em seus pensamentos e em suas palavras pode dizer a Deus: “Venha o vosso Reino”
E.5.8 Imposição das mãos para a efusão do Espírito Santo
§699 A mão. E impondo as mãos que Jesus cura os doentes e abençoa as criancinhas. Em nome dele, os apóstolos farão o mesmo. Melhor ainda: é pela imposição das mãos dos apóstolos que o Espírito Santo é dado. A Epístola aos Hebreus inclui a imposição das mãos entre os “artigos fundamentais” de seu ensinamento. A Igreja conservou este sinal da efusão onipotente do Espírito Santo em suas epicleses sacramentais.
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Batismo no Espírito Santo
“É Ele que vos batizará no Espírito Santo e no fogo” (Mt 3,11)… Esta promessa vai ter seu cumprimento, externo e visível ao mesmo tempo, no dia de Pentecostes: “Então apareceram línguas como de fogo. (…) Todos ficaram
repletos do Espírito Santo” (At 2,3-4).
Igualmente a palavra de Jesus: “Eu vim para atear fogo sobre a terra” (Lc 12,49), refere-se ao dom do Espírito, ou ao menos o inclui. Quanto a Paulo, também ele, implicitamente compara o Espírito ao fogo, recomendando que não se deve “apagar”
o Espírito (cf. 1Ts 5,19).
Para descobrir o que é que a Revelação quis nos dizer com isto, devemos ver o que o fogo simboliza na Bíblia. Vamos então descobrir que o fogo tem múltiplos significados, alguns positivos, outros negativos. O fogo ilumina (como no caso da coluna de fogo, no Êxodo), aquece, inflama, devora os inimigos, punirá por toda a eternidade os ímpios.
Mas, entre todos esses significados, há um que se destaca e predomina sobre os outros: o fogo purifica. Também a água simboliza muitas vezes a purificação, mas com uma diferença importante que a própria Bíblia enfatiza: “…o ouro, a prata, o ferro, o estanho e o chumbo, tudo o que pode resistir ao fogo, deveis passar pelo fogo para que seja purificado. (…) O que não resistir ao fogo, fareis passar na água lustral” (Nm 31,22-23).
O fogo é o símbolo de uma purificação mais profunda, radical. A água purifica por fora, o fogo também por dentro. Canta o salmista: “Examina-me, Senhor, e submete-me à prova, purifica no fogo meus rins e coração” (Sl 26,2). As coisas preciosas – o ouro, no âmbito material, a fé no espiritual – são provadas no fogo (cf. 1Pd 1,7)…
A esta luz se deve compreender também a definição de Deus como um “fogo devorador”. A sua santidade e simplicidade não toleram mistura alguma, e põem a nu todo o mal e o devoram. Somente quem afasta de si o mal “poderá agüentar um fogo devorador” (cf. Is 33,14s). em certo sentido, o título de “fogo” limita-se a explicitar o adjetivo de “Santo” que acompanha o nome “Espírito”. O Espírito é fogo porque é Santo…
Em Pentecostes – escreve Cirilo de Jerusalém – os apóstolos receberam “o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma”…
Um antigo responsório que se recitava no Ofício de Pentecostes diz: “Sobreveio um fogo divino, que não queima, mas ilumina, não consome, mas brilha; encontrou os corações dos discípulos como receptáculos puros e distribuiu entre eles os seus dons e carismas”…
Resumindo esta tradição sobre o fogo de Pentecostes, dotado do poder de criar e destruir, um grande poeta moderno escreve: “A pomba desce, fendendo os ares, com chama incandescente de terror, e as línguas declaram que a única esperança (ou desespero) está na escolha entre queimar ou queimar, ser remidos do fogo pelo Fogo”.
Nós “escolhemos” passar pelo fogo que redime para não sofrer um dia o fogo do juízo que destrói…
A partir deste momento, o Espírito começa a agir como um fogo, não mais porém como fogo que purifica e refunde, mas como fogo que aquece e inflama… A Liturgia resgata esse ensinamento quando nos faz dizer, na Missa de Pentecostes: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”, e ainda, na Seqüência: “Aquece o que está frio”…
Santo Efrém Sírio cantou profunda e poeticamente esta prerrogativa do Espírito de aquecer, fecundar e derreter o gelo do pecado, que faz a alma ficar rígida de frio: “Com o calor, tudo amadurece; / graças ao Espírito, tudo é santificado: / símbolo evidente! / O calor derrete o gelo dos corpos: / o mesmo faz o Espírito com a impureza dos corações. / Ao primeiro calor, saltam os bezerrinhos na primavera; / assim também os discípulos, quando o Espírito desceu sobre eles. / O calor rompe os troncos do inverno que mantêm flores e frutos prisioneiros: graças ao Espírito Santo, / quebra-se o jugo do maligno, / que impede à graça desabrochar. / O calor desperta o seio da terra adormecida: / o mesmo faz o Espírito Santo com a Igreja”.
Também para João da Cruz, são dois os efeitos da Chama viva de amor: ela purifica a alma e lhe infunde força, vivacidade e ardor por Deus. Não se contenta em purificar-nos do pecado, mas prolonga a sua ação em nós até nos fazer “fervorosos no Espírito” (Rm 12,11). Comporta-se como o fogo quando se apega à lenha úmida: primeiro o expurga, arrancando-lhe com barulho todas as impurezas, depois o inflama progressivamente, até que se torne toda incandescente e ela mesma se transforme em fogo.
Concretamente, isto quer dizer que o Espírito Santo nos preserva de cair na tibieza e, se por acaso já tivermos caído na tibieza ou estivermos caindo, livra-nos dela. Da tibieza não se pode sair sem uma intervenção do Espírito Santo, intervenção nova, decisiva. Podemos vê-lo na vida dos apóstolos. Antes de Pentecostes, eram pessoas tíbias. Não eram capazes de vigiar uma hora, discutiam sempre quem seria o maior, ficavam espantados diante de qualquer ameaça. Mas, que diferença depois que sobre eles vieram pairar as línguas de fogo. A partir daquele momento, tornaram-se a viva imagem do zelo, do fervor e da coragem. Fervorosos no pregar, no louvar a Deus, no fundar e organizar as Igrejas e, enfim, no sacrificar a vida por Cristo…
Pouco adianta dizer: é preciso aplicar à doença da tibieza o remédio do fervor! É como dizer a um doente que o remédio para o seu mal é a saúde, ignorando que justamente este é o seu problema: a falta de saúde. Não, o remédio para a tibieza não é o fervor, mas é o Espírito Santo. O fervor é o contrário da tibieza, não é o remédio para ela.
Com isto há uma esperança também para nós. Se nos parece diagnosticar em nós os sintomas deste “mal obscuro” da vida espiritual – a tibieza – se descobrimos que estamos apagados, frios, apáticos, insatisfeitos com Deus e com nós mesmos, existe remédio, e é infalível: precisamos de um belo e santo Pentecostes! Com o auxílio da graça, é possível sair da tibieza. Houve grandes santos que, como eles mesmos o admitiram, se tornaram santos depois de um longo período de tibieza. É o que desejamos pedir ao Espírito Santo.
Fonte: Comunidade Shalom
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O Espírito Santo e a Igreja Católica
Qual a ligação entre o Espírito Santo e a Igreja, entendida no seu duplo aspecto: histórico e mistério?
A Igreja é uma organização estruturada, há 2000 anos mantém uma visibilidade histórica que influênciou não pouco a história humana. Ao mesmo tempo é presença invisível do mistério salvífico de Deus na história humana, o qual atua na vida dos crentes.
Para responder essa questão, é necessário fixar-se em alguns pontos essenciais da história da Igreja:
- Nascimento
- Estruturação hierárquica, doutrinal e sacramental
- O seu desenvolvimento nos momentos de grandeza e nos momentos de fraqueza e crise
Nestes pontos essenciais se manifestam de maneira mais intensa a presença e a ação do Espírito Santo na Igreja.
1. Como de fato nasce a Igreja que é a comunidade daqueles que crêem em Jesus de Nazaré?
Durante sua vida pública Jesus preparou o nascimento da Igreja: escolheu doze discípulos como representantes das doze tribus de Israel e os “constituiu” (Mc 3,14), como núcleo fundamental da nova comunidade, a qual colocou o discípulo Simão, que recebeu um novo nome: Pedro, Kephas (rocha, pedra), para indicar que ele seria a “pedra” sobre a qual Jesus edificaria a sua Igreja (Mt 16,16-18).
Durante os primeiros tempos do seu ministério, Jesus se dirigiu a todas as camadas da população Judaica, mas tem um cuidado particular no instruir o grupo mais restrito, o dos seus discípulos, revelando a eles abertamente, e não mais sob o véu das parábolas, “os mistérios do reino dos céus” (Mt 13,11). De modo particular, indicou-lhes os comportamentos essenciais da nova comunidade, querendo que fosse uma comunidade de serviço recíproco, de oração ao Pai que está nos céus, de perdão “até setenta vezes sete”, de compaixão para com os mais fracos, os “pequenos”, da comunidade, para com os quais deveria ser evitado qualquer escândalo (Mt 18,1-11).
Na vigília de sua paixão ele deixou aos seus discípulos o sacrifício do seu corpo e do seu sangue, como sacrifício da Nova Aliança, pedindo a eles que repetissem em sua memória, até seu retorno no fim da história humana, o gesto por ele realizado e em tal modo tornassem presente o seu sacrifício.Assim, durante sua vida terrena, Jesus colocou as bases de sua comunidade, a Igreja, constituída como tal por obra do Espírito Santo.
Essa verdade se apresenta após a ressurreição de Jesus: ele aparece várias vezes aos seus discípulos, reforça-lhes a fé em sua ressurreição e, sobretudo, “abriu a mente deles a inteligência das Escrituras”, fazendo com que eles compreendessem que ele, o Messias, deveria sofrer e ressuscitar dos mortos, e que no seu nome seria pregado a todos os homens a conversão e o perdão dos pecados; mas não os enviou imediatamente a pregar, antes lhes ordenou a permanecer em Jerusalém, “até que fossem revestidos do poder do alto” (cfr Lc 24,45-49). Ele enviará sobre eles, enquanto dispensador do Espírito, “aquilo que o meu Pai prometeu” (Lc 24,49).
Nos dias que antecederam Pentecostes vemos de modo antecipado os elementos essenciais da Igreja: antes de tudo está o grupo “constituído” dos Doze como núcleo essencial (tão essencial que com a ausência de Judas Iscariotes foi necessário reconstituir o grupo com a eleição de Matias a tomar o lugar do traidor Judas: e isto acontece por iniciativa de Pedro, que tem portanto a condução da pequena comunidade); ali está também Maria, a mãe de Jesus; há também um pequeno grupo de discípulos e discípulas entre os quais alguns parentes de Jesus. Esses não estão somente “no mesmo lugar” (At 2,1), mas estão assíduos e unânimes na oração (At 1,14): formam portanto uma comunidade orante, mas não ainda a Igreja de Jesus.
Esta se manifesta publicamente quando no dia de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa, o Espírito Santo investiu a pequena comunidade como um “vendaval impetuoso” e apareceu “línguas como de fogo que se dividiram e que pousaram sobre cada um deles”; e quando, sob a ação do Espírito Santo, do qual estavam “repletos”, os membros da comunidade falavam em línguas diferentes da língua materna de cada um, de modo que os judeus presentes em Jerusalém, mas vindos de diversas partes do mundo que vieram para festa hebraica de Pentecostes, ouviam cada um em sua própria língua nativa.
Enquanto não foi investida pela “potência” do Espírito Santo, expressa pelos símbolos do vento e do fogo”, a pequena comunidade dos discípulos de Jesus é uma comunidade “fechada”; sobretudo é uma comunidade “fraca”, incapaz de enfrentar um mundo hostil e de testemunhar, de frente a todos, que homens iníquos mataram Jesus de Nazaré, pregando-o em uma cruz, mas que Deus o ressuscitou dos mortos, constituindo-o “Senhor” e “Messias”.
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Fonte: http://reporterdecristo.com/o-espirito-santo-e-a-igreja-catolica/
CREIO NO ESPÍRITO SANTO
” Ninguém pode dizer : ‘Jesus é o Senhor’ a não ser no Espírito Santo (I Cor 12,3). Crer no Espírito Santo é, pois professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho, ” e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. O Espírito está em ação com o Pai e o Filho do início até a consumação do Projeto da nossa salvação.
Vejamos algumas afirmações porque o Espírito Santo não é uma criatura, mas Deus:
- O Espírito Santo é o Senhor, como podemos ler em Jo 4,24 O Espírito é Deus, e é confirmado por S. Paulo : O Senhor é o Espírito (2 Cor 3,17), que acrescentou logo em conclusão : Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Por isso, o Espírito nos faz amar a Deus e liberta-nos do amor ao mundo.
- O Espírito Santo nos une a Deus por amor, porque Ele é o amor de Deus, e, consequentemente, nos vivifica (Jo 6,64).
- O Espírito Santo tem a mesma natureza que o Pai e o Filho :como o Filho é o Verbo do Pai, assim também o Espírito Santo é o amor do Pai e do Filho. Vê-se daí que o Espírito Santo não é criatura.
- O Espírito Santo é igual a Deus, porque os santos profetas falaram por Deus. Ora, é evidente que se o Espírito Santo não fosse Deus, não teria dito os profetas falaram por Ele, assim fala o Profeta Isaías : O Senhor meu Deus e seu Espírito me enviaram (Is 48,16).
A Missão conjunta do Filho e do Espírito.
Quando o Pai envia seu Verbo, envia o seu sopro : missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis.
Jesus é Cristo, “ungido”, porque o Espírito é a unção dele e tudo o que advém a partir da Encarnação decorre desta plenitude (Jo 3,34). Jesus anuncia que enviará o “outro Paráclito” (Jo 14,16) e no momento da sua glorificação e junto ao Pai, pode enviar o Espírito Santo aos que crêem nele e comunica-lhes a sua glória (Jo 17,22). A missão conjunta se desdobrará então nos filhos adotados pelo Pai no Corpo de seu Filho : a missão do Espírito de adoção será uni-los a Cristo e fazê-los viver nele.
Os frutos que provém do Espírito Santo para nós
- Ele nos purifica do pecado (Sb 11,25; Sl. 103,30).
- Ele ilumina a nossa inteligência (Jo 14,25; I Jo 2,27)
- O Espírito Santo nos ensina a observar os mandamentos (Jo 24,23; Ez 36,26).
- Ele confirmará em nós a esperança da vida eterna, já que o Espírito Santo é o penhor da herança (Ef 1,14; Gal 4,6)
- O Espírito Santo nos aconselha em nossas dúvidas e nos ensina qual seja a vontade de Deus (Ap 2,7; Is 50,4).
Denominações do Espírito Santo:
- Espírito da promessa (Gl 3,14; Ef 1,13)
- Espírito de adoção (Rm 8,15; Gl 4,6)
- Espírito de Cristo (Rm 8,11)
- Espírito do Senhor (2 Cor 3,17)
- Espírito de Deus (Rm 8,9.14); 15,19; I Cor 6,11; 7,40)
- Espírito de glória (I Pd 4,14)
Símbolos do Espírito Santo:
- água : significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, depois da invocação da presença do Espírito ela se torna um sinal sacramental (I Cor 12,13).
- a unção : o simbolismo da unção com óleo também é significativo do Espírito Santo. Na inicial cristã ela é o sinal sacramental da confirmação
- o fogo : enquanto a água significa o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito, o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo (Eclo 48,1)
- a nuvem e a luz : são símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo
- com Maria no nascimento de Jesus (Lc 1,35) – sombra, poder do Alto
- na Transfiguração (Mt 9,2-9) – nuvem
- Na ascensão (At 1,9) – nuvem
- o selo: Por indicar o efeito indelével da unção do Espírito Santo nos sacramentos do batismo, da confirmação e da ordem, a imagem do selo tem sido utilizada para exprimir o “caráter” indestrutível impresso por estes três sacramentos que não podem ser reiterados (Jo 6,27; Ef 1,13)
- a mão : é impondo as mãos que Jesus cura os doentes (Mc 6,5) e abençoa as criancinhas (Mc 10,16).
- o dedo : ” É pelo dedo de Deus que (Jesus) expulsa os demônios” (Lc 11,20). O hino “Veni Creator Spiritus (Vem, Espírito Santo) invoca o Espírito Santo como “dedo da direita paterna”.
- a pomba: quando Cristo volta a subir da água do seu batismo, o Espírito Santo, em forma de uma pomba, desce sobre Ele e permanece (Mt 3,16).
O espírito Santo e a Igreja nos últimos tempos.
No dia de Pentecostes, a páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo que é manifestado. Neste dia também é revelada plenamente a Santíssima Trindade. A partir deste, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele; na humildade da carne e na fé, eles participam já da Comunhão da Santíssima Trindade.
Pela vinda do Espírito Santo que não cessa de se renovar na Igreja e no mundo, o Espírito faz com que entrem nos “últimos tempos” , o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado (At 2,36).
O Espírito Santo que Cristo, a Cabeça, derrama nos seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja. Ela é o sacramento da Comunhão da Santíssima Trindade e dos homens.
Artigo da Escola de Formação Shalom
escoladeformacao@comshalom.org
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Blasfêmia contra o Espírito Santo
Conforme a popularidade de Jesus crescia, seus inimigos procuravam, desesperadamente, meios para explicar seus maravilhosos poderes. Finalmente, decidiram alegar que ele expulsava demônios pelo poder do próprio Satanás (Mateus 12:22-32; Marcos 3:22-30; Lucas 11:14-23). Jesus respondeu com três argumentos e uma advertência.
Seus argumentos foram os seguintes:
1. Satanás não atacaria a si mesmo, pois ninguém luta contra si mesmo.
2. Se eu expulso demônios por Satanás, como seus filhos os expelem?
3. Para roubar a casa de um homem forte, tem-se primeiro que amarrá-lo. Expulsando demônios, estou amarrando Satanás, de modo que eu possa cumprir minha missão de resgatar àqueles que Satanás mantém cativos.
Sua advertência foi: “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.” (Marcos 3:28-30).
O que é este pecado imperdoável? Muitos trechos ensinam que é possível ir tão longe de Deus que não se pode retornar. Paulo adverte sobre consciências insensíveis (1 Timóteo 4:2). Hebreus fala de corações endurecidos (capítulo 3) e daqueles que não podem ser trazidos de volta ao arrependi-mento (capítulo 6). João fala daqueles cujos pecados levam à morte, uma vez que eles se recusam a se arrependerem e a confessá-los (1 João 5:16-17). O próprio Jesus fala do solo que foi pisoteado e compactado ao ponto em que nenhuma semente pode germinar (Lucas 8:5). Cada passo que damos afastando-nos de Deus aproxima-nos do ponto sem retorno. Podemos perder o poder moral para mudar e voltar ao Senhor.
O problema, naturalmente, não está na vontade de Deus de perdoar o pecador (Lucas 15; 2 Pedro 3:9). Deus alegremente aceita e perdoa a todos que se arrependem. O problema está em que alguns rejeitam cada tentativa de Deus para motivar o arrependi-mento. Depois que Jesus deixou a terra, o Espírito Santo veio para revelar a mensagem final da salvação. Para aqueles que a recusam e se voltam contra o Espírito Santo, Deus não tem nenhum outro plano. Não há outro sacri-fício pelo pecado (Hebreus 10:26-31). Aqueles cujo estado endurecido faz com que recusem o rogo final de Deus, nunca serão perdoados. Esta é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Queira Deus conceder-nos corações tenros para prontamente responder à sua palavra.
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