Sei que podes tudo…
A leitura do evangelho de São Marcos nos mostra um momento do início da vida pública de Jesus, onde uma mulher pagã pede a Ele que liberte sua filha de um espírito mal. Jesus tinha claro que viera para o povo de Israel, por isso, diante do pedido daquela mulher responde: “Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não fica bem tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães. Mas ela respondeu: É verdade Senhor; mas também os cachorrinhos debaixo da mesa comem das migalhas dos filhos. Jesus respondeu-lhe: Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio da tua filha. Voltou ela para casa e achou a menina deitada na cama. O demônio havia saído”. À partir daqui abriu-se uma porta. O próprio Jesus teve uma compreensão maior da Sua Missão: Ele veio para todos. Veio para os do povo d’Ele e para os povos pagãos, para os bons e para os maus, para ricos e pobres…
Limitar o Reino de Deus e o derramamento de Suas Graças, seria limitar o próprio Deus. Salomão no segundo livro das crônicas vai dizer: “O Senhor deseja habitar na escuridão”. Diante disse, não há limites! A escuridão da mulher acima citada era sua origem pagã, muitos estão na escuridão das drogas, da depressão, da prostituição, do adultério, do crime… E Deus deseja habitar aí, nesses ambientes sem luz, porque Ele é a luz. Limitamos a ação de Deus quando julgamos sem jeito uma pessoa, sem solução uma situação.
Faça o exercício de repetir muitas vezes diante das situações impossíveis, mergulhadas na escuridão, o que está escrito no livro de Jó: “Sei que podes tudo, que nada Te é impossível”!
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É preciso marcar e não manchar a história
Os fariseus a todo o momento observavam Jesus, para pegá-Lo em algum erro. Um desses momentos foi a discussão sobre alimentos puros e impuros. E o maior problema de Jesus com os fariseus se dava, porque eles se preocupavam como citado, com questões banais, como o caso de ingerir alimentos, não tornando relevante, questões primordiais como a bondade, a misericórdia, o perdão, o amor… Então Jesus explica seu ponto de vista: “O que sai do homem, isso é que mancha o homem. Porque é do interior do coração dos homens que procedem as más intenções: Devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidades, inveja, difamação, orgulho e insensatez. Todos esses vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem”.
Ainda em nossos dias, nos prendemos a questões banais, nos preocupamos com as aparências, com aquilo que vão pensar sobre nós, esquecendo-nos de nos preocupar com coisas tão mais importantes como nosso interior, porque como disse Jesus, é do nosso interior que saem as más intenções e estas nos fazem pessoas impuras. Neste sentido, Jesus sempre foi muito duro com os fariseus a ponto de chamá-los “sepulcros caiados”, limpos e belos por fora, mas dentro só podridão. O mundo nos exige cuidar do exterior, das aparências, porém é preciso também cuidar do interior, pois é neste aspecto que os grandes homens e mulheres da história fizeram a diferença:
Pessoas como Hitler MACULARAM a história da humanidade, seu objetivo era aparência, uma raça “pura”, “sem defeitos”. Pessoas como Madre Tereza de Calcutá MARCARAM a história da humanidade, seu objetivo era o interior do homem. Para pessoas como Madre Tereza de Calcutá, todos eram iguais e merecendo igual tratamento, igual respeito.
“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”. Madre Teresa de Calcutá
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Acabando com a distância entre fala e vida
Jesus teve muitos embates com os fariseus. O ponto fundamental das discussões, era o fato de os fariseus serem apegados à Lei, além de exigirem muito das pessoas e na prática nada faziam e se faziam era só uma religião exterior, de aparências. Certa vez, numa destas discussões, Jesus citou para os fariseus uma fala do profeta Isaías: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim”. E de fato, foi a grande cilada em que caíram os fariseus: Falavam muito da Lei, falavam de Deus, eram exigentes ao extremo, mas o coração deles estava longe de Deus. E na verdade, todos correm este risco, de ter uma fé só nas palavras, uma religião onde temos tudo decorado, mas pouco vivido. Isso também acontece nas relações familiares, onde falamos que temos pai, mãe, irmãos, marido, mulher… Sim, só falamos, mas a vivência disso é envolto por mágoas, ressentimentos, falta de perdão… No profissional também, a raiz de muitas frustrações é porque muitas pessoas falam que querem uma vida melhor, sonham com ela, mas não buscam um curso, um esforço a mais para uma promoção ou até mesmo mudar de profissão.
Honrar com os lábios e ter o coração longe, é ser muito bom no discurso, mas o discurso fica sempre discurso, não vai para o coração. O coração é onde pulsa a vida. Se as palavras forem mergulhadas no coração, o que fazemos vai ter vida, vai ser sincero, derrubando o muro que separa a fala da vida.
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É uma luta a vida sobre a terra
O livro de Jó, no capítulo 7, versículo 1, trás um questionamento: “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra?” É o desabafo de um homem provado, um homem que passou por momentos de dor e angústia profundos. Eis uma grande verdade: A vida na terra é uma luta! A vida não é fácil para ninguém. Sofrimentos, dores e desafios todos temos. Algumas pessoas olham para outras bem sucedidas financeiramente, familiarmente, profissionalmente, mas nem buscam saber a história, as lutas que travaram, atribuindo à sorte ou destino a vida que estas pessoas levam. Em seu livro “Ninguém enriquece por acaso”, o autor, Jacob Pétry, relata fatos bem concretos na vida de pessoas comuns que obtiveram sucesso na vida porque tinham um foco. Muitos desses travaram lutas tremendas contra doenças, desastres, tragédias… Pessoas que vieram de famílias problemáticas, mas que não pararam, lutaram.
O livro de Jó citado acima em negrito mostra esta luta: Jó vai à luta, mesmo questionado por seus amigos, abandonado pela mulher e após ter perdido seus filhos, sua riqueza e sua saúde. Ele insiste com Deus o livro inteiro, “então o Senhor mudou a sorte de Jó e restituiu-lhe todos os bens, o dobro do que antes possuía”.
Deus fará a parte d’Ele, mas lute. Não pense que pessoas bem sucedidas são assim por sorte ou por acaso. É preciso lutar por aquilo que se deseja.
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Só os incansáveis chegam à vitória
Após o nascimento de Jesus, seus pais foram, conforme a Lei, apresentá-Lo no templo, pois assim deveria ser com todo primogênito do sexo masculino. Existia em Jerusalém um homem, já de idade avançada, chamado Simeão. Sobre ele é dito que “esperava a consolação de Israel”, ou seja: Ele esperava a vinda do Messias, Aquele que iria governar o povo de Deus. E ainda, seu desejo era “não morrer sem ver o Cristo, o Senhor”. Quando então, os pais de Jesus entram no templo e Simeão ver o menino exclama:
“Agora Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa Palavra. Porque os meus olhos viram a Vossa salvação, que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações e para a glória de vosso povo Israel”.
Aquele homem sentiu-se realizado, pleno. Foi uma vida inteira esperando o Messias. Ao vê-Lo, uma paz invadiu seu coração, sua mente… Certamente um filme se passou pela sua cabeça. Foram anos de ansiedade, de orações, de estudos… Valeu a pena o esforço, valeram a pena as vigílias em oração, valeram a pena os debates sobre o assunto… A sensação de missão cumprida era tão forte que Simeão podia morrer: “Agora Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa Palavra. Porque os meus olhos viram a Vossa salvação”. Simeão nos mostra que era incansável em seu sonho.
É preciso ser incansável para atingir nossos objetivos e assim poder chegar ao ponto de dizer: Agora posso partir em paz, por que alcancei meu objetivo, não preciso de mais nada…
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Livre-se do preconceito!
“Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito”.
Lendo o texto acima, podemos perceber que até Jesus sofreu preconceito. Era inconcebível pra eles, verem Jesus pregando, realizando milagres, sendo seguido por diversas pessoas, simplesmente pelo fato de que: Conheciam Jesus, Ele era um simples carpinteiro, filho da “dona Maria”, uma simples mulher da região e seus parentes todos eram dali mesmo, tudo gente simples. Já existia então um conceito antecipado sobre Jesus. Preconceito é isso: Uma ideia formada antecipadamente. Nos dias de hoje também existe isso. Quando alguém se destaca em algo ou pretende dar um passo maior, fazer algo que diferente, surgem os rótulos: Mais ele tem estudo pra isso? Será que vai dar certo? Olho nele, porque sempre deu trabalho… E assim vão os preconceitos, as ideias formadas antecipadamente.
Mas o pior é quando o tal do preconceito mora em nós. Deixamos de dar passos por nos sentimos incapazes, nos comparamos, nos sentimos menos inteligentes que outros… No fundo muitas pessoas têm diversos dons e talentos que ficam adormecidos, simplesmente por acharem que o fato de serem de origem simples, seja uma barreira. Livre-se dos preconceitos, faça aquela faculdade, corra atrás daquele emprego, monte seu negócio, dê aquele passo…
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Não temas, crê somente
No tempo de Jesus, havia um homem chamado Jairo. Narra a Palavra de Deus que ele atirou-se aos pés de Jesus, pedindo que impusesse as mãos sobre a filhinha dele que estava doente. Jesus foi, mas a caminhada foi lenta devido a uma grande multidão que o comprimia. Antes de chegar na casa de Jairo, alguém da sua casa veio avisar que a menina morreu, ao que Jesus diz para Jairo: “Não temas, crê somente”. E em seguida, ao chegar em casa, afirma que ele não morreu, estava apenas dormindo; toca na menina e esta levanta.
Fico a pensar em tantas pessoas, passando por sofrimentos e dores terríveis: Morte de um ente querido, doenças, problemas financeiros… Existem dores que não têm consolo, sofrimentos sem explicações, perguntas que não têm respostas. O que Jesus pediu a Jairo foi simplesmente: “Não temas, crê somente”. A ordem de Jesus é simples, mas a vivência disso não é. Mas qual é o perfil de Jairo? O que fez com ele não temesse, acreditasse e visse sua filhinha curada milagrosamente? Diz a Palavra de Deus, que quando Jairo viu Jesus “lançou-se a seus pés, rogando-Lhe com insistência”.
A vida proporciona momentos onde não sabemos mais o que fazer. Ficamos perturbados demais e por isso as ideias fogem ou não conseguimos raciocinar. Jairo fez duas coisas importantes: 1- Lançou-se aos pés de Jesus (se entregou, reconheceu que estava sem saída); 2- Pediu a Jesus com insistência (com determinação, perseverando). Diante dos nossos impossíveis, tenhamos estas duas atitudes de Jairo, daí não vamos temer, vamos crer somente e a solução virá.
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Sou invencível
O que fazer na hora da tormenta
“Surgiu uma grande tormenta e lançava as ondas dentro da barca, de modo que ela já se enchia de água. Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro. Eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te! E cessou o vento e seguiu-se grande bonança. Ele disse-lhes: Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?”
A situação dos discípulos não é da nossa. Existem determinados momentos ou fases que exatamente assim: Surge uma grande tormenta que lança onda sobre a barca que é a nossa vida e a sensação é que não vai acabar nunca. O medo nos invade porque é uma onda de problema sobre a outra que parece que não vamos suportar, pois vem o pensamento de que não tem mais jeito, e o barco vai afundar.
Neste evangelho, note que Jesus estava na barca. Estava dormindo, mas estava lá. A cada dia eu me convenço mais disso: Jesus está presente em nossos momentos de tormenta. Os discípulos O acordaram e disseram: “Mestre, não te importa que pereçamos?” E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te! E cessou o vento e seguiu-se grande bonança. Ele disse-lhes: Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?”Determinadas tormentas em nossas vidas nos dão a sensação de que Deus não se importa conosco. É nesta hora que muitos começam a mudar de religião, outros se deprimem perdendo a fé e alguns no desespero se suicidam.
Algumas coisas precisam ficar bem claras:
1- Todos nós passamos e passaremos por tormentas, algumas breves, outras longas. 2- Jesus sempre está presente, mesmo em meio à tormenta. 3- Em tempo de tormenta, o que a pessoa não pode é ficar olhando para a tormenta. A pessoa que está no meio da tormenta, literalmente atormentada precisa fazer deste momento um momento de encontro com Deus, como fizeram os discípulos: “Eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te!”
Momento de tormenta não é o fim, mas sim um recomeço, quando o atormentado, consegue como os discípulos ver onde está Deus. E encontrando- O consegue abrir seu coração. O resultado será o mesmo da leitura: “Cessou o vento e seguiu-se grande bonança”.
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Não esmoreça na prática do bem
“O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra. Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber”. Com esta parábola Jesus queria dizer que as coisas de Deus vão acontecendo de maneira gradativa, de forma que nem percebemos. E de verdade, muitas vezes sentimos como que as orações que fazemos não têm efeito ou que fazer o bem, fazer as coisas de forma correta não adianta, pois nem sempre somos reconhecidos pelo bem que fazemos, mas se fazemos algo errado alguém já diz: “Mas ele não é da Igreja?” A implantação do Reino de Deus, das coisas de Deus exige perseverança e paciência. Não podemos nos cansar, como muitos fazem, dizendo: “Desisti de fulano, ele não tem mais jeito”. A semente boa que jogamos no coração de alguém, ainda que não vejamos produz fruto, por isso São paulo disse na sua carta aos Gálatas: “Não esmoreçamos na prática do bem, pois no devido tempo, colheremos o fruto, se não desanimarmos”.
Um dia desses alguém disse: “Não é que Deus seja lento para agir ou nós indignos de receber uma Graça; se as coisas boas que você pediu ainda não aconteceram, não é porque Deus demora, é que Ele capricha”. Não desanime, espere!
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