Só os incansáveis chegam à vitória
Após o nascimento de Jesus, seus pais foram, conforme a Lei, apresentá-Lo no templo, pois assim deveria ser com todo primogênito do sexo masculino. Existia em Jerusalém um homem, já de idade avançada, chamado Simeão. Sobre ele é dito que “esperava a consolação de Israel”, ou seja: Ele esperava a vinda do Messias, Aquele que iria governar o povo de Deus. E ainda, seu desejo era “não morrer sem ver o Cristo, o Senhor”. Quando então, os pais de Jesus entram no templo e Simeão ver o menino exclama:
“Agora Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa Palavra. Porque os meus olhos viram a Vossa salvação, que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações e para a glória de vosso povo Israel”.
Aquele homem sentiu-se realizado, pleno. Foi uma vida inteira esperando o Messias. Ao vê-Lo, uma paz invadiu seu coração, sua mente… Certamente um filme se passou pela sua cabeça. Foram anos de ansiedade, de orações, de estudos… Valeu a pena o esforço, valeram a pena as vigílias em oração, valeram a pena os debates sobre o assunto… A sensação de missão cumprida era tão forte que Simeão podia morrer: “Agora Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa Palavra. Porque os meus olhos viram a Vossa salvação”. Simeão nos mostra que era incansável em seu sonho.
É preciso ser incansável para atingir nossos objetivos e assim poder chegar ao ponto de dizer: Agora posso partir em paz, por que alcancei meu objetivo, não preciso de mais nada…
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Livre-se do preconceito!
“Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito”.
Lendo o texto acima, podemos perceber que até Jesus sofreu preconceito. Era inconcebível pra eles, verem Jesus pregando, realizando milagres, sendo seguido por diversas pessoas, simplesmente pelo fato de que: Conheciam Jesus, Ele era um simples carpinteiro, filho da “dona Maria”, uma simples mulher da região e seus parentes todos eram dali mesmo, tudo gente simples. Já existia então um conceito antecipado sobre Jesus. Preconceito é isso: Uma ideia formada antecipadamente. Nos dias de hoje também existe isso. Quando alguém se destaca em algo ou pretende dar um passo maior, fazer algo que diferente, surgem os rótulos: Mais ele tem estudo pra isso? Será que vai dar certo? Olho nele, porque sempre deu trabalho… E assim vão os preconceitos, as ideias formadas antecipadamente.
Mas o pior é quando o tal do preconceito mora em nós. Deixamos de dar passos por nos sentimos incapazes, nos comparamos, nos sentimos menos inteligentes que outros… No fundo muitas pessoas têm diversos dons e talentos que ficam adormecidos, simplesmente por acharem que o fato de serem de origem simples, seja uma barreira. Livre-se dos preconceitos, faça aquela faculdade, corra atrás daquele emprego, monte seu negócio, dê aquele passo…
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Não temas, crê somente
No tempo de Jesus, havia um homem chamado Jairo. Narra a Palavra de Deus que ele atirou-se aos pés de Jesus, pedindo que impusesse as mãos sobre a filhinha dele que estava doente. Jesus foi, mas a caminhada foi lenta devido a uma grande multidão que o comprimia. Antes de chegar na casa de Jairo, alguém da sua casa veio avisar que a menina morreu, ao que Jesus diz para Jairo: “Não temas, crê somente”. E em seguida, ao chegar em casa, afirma que ele não morreu, estava apenas dormindo; toca na menina e esta levanta.
Fico a pensar em tantas pessoas, passando por sofrimentos e dores terríveis: Morte de um ente querido, doenças, problemas financeiros… Existem dores que não têm consolo, sofrimentos sem explicações, perguntas que não têm respostas. O que Jesus pediu a Jairo foi simplesmente: “Não temas, crê somente”. A ordem de Jesus é simples, mas a vivência disso não é. Mas qual é o perfil de Jairo? O que fez com ele não temesse, acreditasse e visse sua filhinha curada milagrosamente? Diz a Palavra de Deus, que quando Jairo viu Jesus “lançou-se a seus pés, rogando-Lhe com insistência”.
A vida proporciona momentos onde não sabemos mais o que fazer. Ficamos perturbados demais e por isso as ideias fogem ou não conseguimos raciocinar. Jairo fez duas coisas importantes: 1- Lançou-se aos pés de Jesus (se entregou, reconheceu que estava sem saída); 2- Pediu a Jesus com insistência (com determinação, perseverando). Diante dos nossos impossíveis, tenhamos estas duas atitudes de Jairo, daí não vamos temer, vamos crer somente e a solução virá.
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Sou invencível
O que fazer na hora da tormenta
“Surgiu uma grande tormenta e lançava as ondas dentro da barca, de modo que ela já se enchia de água. Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro. Eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te! E cessou o vento e seguiu-se grande bonança. Ele disse-lhes: Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?”
A situação dos discípulos não é da nossa. Existem determinados momentos ou fases que exatamente assim: Surge uma grande tormenta que lança onda sobre a barca que é a nossa vida e a sensação é que não vai acabar nunca. O medo nos invade porque é uma onda de problema sobre a outra que parece que não vamos suportar, pois vem o pensamento de que não tem mais jeito, e o barco vai afundar.
Neste evangelho, note que Jesus estava na barca. Estava dormindo, mas estava lá. A cada dia eu me convenço mais disso: Jesus está presente em nossos momentos de tormenta. Os discípulos O acordaram e disseram: “Mestre, não te importa que pereçamos?” E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te! E cessou o vento e seguiu-se grande bonança. Ele disse-lhes: Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?”Determinadas tormentas em nossas vidas nos dão a sensação de que Deus não se importa conosco. É nesta hora que muitos começam a mudar de religião, outros se deprimem perdendo a fé e alguns no desespero se suicidam.
Algumas coisas precisam ficar bem claras:
1- Todos nós passamos e passaremos por tormentas, algumas breves, outras longas. 2- Jesus sempre está presente, mesmo em meio à tormenta. 3- Em tempo de tormenta, o que a pessoa não pode é ficar olhando para a tormenta. A pessoa que está no meio da tormenta, literalmente atormentada precisa fazer deste momento um momento de encontro com Deus, como fizeram os discípulos: “Eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te!”
Momento de tormenta não é o fim, mas sim um recomeço, quando o atormentado, consegue como os discípulos ver onde está Deus. E encontrando- O consegue abrir seu coração. O resultado será o mesmo da leitura: “Cessou o vento e seguiu-se grande bonança”.
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Não esmoreça na prática do bem
“O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra. Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber”. Com esta parábola Jesus queria dizer que as coisas de Deus vão acontecendo de maneira gradativa, de forma que nem percebemos. E de verdade, muitas vezes sentimos como que as orações que fazemos não têm efeito ou que fazer o bem, fazer as coisas de forma correta não adianta, pois nem sempre somos reconhecidos pelo bem que fazemos, mas se fazemos algo errado alguém já diz: “Mas ele não é da Igreja?” A implantação do Reino de Deus, das coisas de Deus exige perseverança e paciência. Não podemos nos cansar, como muitos fazem, dizendo: “Desisti de fulano, ele não tem mais jeito”. A semente boa que jogamos no coração de alguém, ainda que não vejamos produz fruto, por isso São paulo disse na sua carta aos Gálatas: “Não esmoreçamos na prática do bem, pois no devido tempo, colheremos o fruto, se não desanimarmos”.
Um dia desses alguém disse: “Não é que Deus seja lento para agir ou nós indignos de receber uma Graça; se as coisas boas que você pediu ainda não aconteceram, não é porque Deus demora, é que Ele capricha”. Não desanime, espere!
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É preciso pedir aquilo que nos falta
Diante da dificuldade de Jesus em conseguir mais discípulos, Ele orienta os 72 que Ele conseguiu, dizendo: “Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe”.
Certamente, Jesus quer que aqueles que Ele escolheu aprendam que tudo se obtém pela oração; que tudo que fazemos deve estar submetido ao Pai do Céu, pois tudo vem d’Ele e pertence a Ele.
Não deve ser diferente conosco, pois assim como o problema de Jesus era por falta de pessoal, nós também temos os nossos problemas; também nós em determinados momentos sentimos falta de algo: Falta de dinheiro, falta de saúde, falta de emprego, falta de alguém… E é nesse momento que precisamos nos dirigir e confiar n’Aquele que é o Senhor de tudo, pedindo aquilo do qual sentimos falta. E esta oração precisa estar revestida da certeza de que Ele tem o controle de todas as coisas. Se Ele não nos der de imediato aquilo que nos falta, nos dará força e condições de passar por este momento. Por isso, jamais a pessoa que reza deve esquecer que Deus tem o controle de todas as coisas, ainda que diante dos olhos pareça que tudo está descontrolado.
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O que condena uma pessoa?
Jesus no final do evangelho de São Marcos disse: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. Portanto, Deus não nos condenará, nem tampouco os erros que cometemos nos condenarão. O que condena alguém é a falta de fé. Na carta aos Hebreus diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus”; agradar significa também satisfazer, gostar. Por que então a falta de fé é o que condena a pessoa? Porque sem fé a pessoa não vai gostar de Deus. E aqui existe algo muito simples: Quando gostamos de alguém, demonstramos isso agradando a pessoa que gostamos, fazemos de tudo por ela, somos presentes, gastamos tempo com tal pessoa. Se não gostamos, nos distanciamos, evitamos encontrar, não atendemos as ligações e até evitamos falar o nome da pessoa. A falta de fé produz esses mesmos sintomas com relação a Deus: A pessoa se afasta, evita encontrar, não atende as ligações, evita falar o nome (não vai na Igreja, não reza, não aceita conversar com pessoas de Igreja…)
Muitas pessoas se confessam de vários pecados, mas esquecem de confessar da falta de fé; fazem orações pedindo curas, milagres, Graças e mais Graças, mas não pedem a fé. Se todos pedissem fé, o mundo seria melhor, pois fariam o que agrada a Deus, ou seja: No mundo só existiriam pessoas boas, fazendo o que é bom.
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É fácil fazer a vontade de Deus!?
“Eis aqui minha mãe e meus irmãos, aquele que faz a vontade de Deus. Esse é meu pai, meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Certamente fazer a vontade de Deus não é algo fácil. Não é fácil porque existe um grande conflito entre a vontade de Deus, a vontade do maligno e a nossa vontade. Simplesmente batendo o olho nestas palavras, parece fácil decidir por qual vontade optar, mas não é:
Vontade do maligno – A vontade do maligno é que nos percamos, que sejamos infelizes, mas ele mascara; o mal nunca se apresenta feio, nunca é de todo ruim. A bebida, a droga, dinheiro de corrupção… Tudo isso e outras coisas, trazem alegria, realização momentânea, mas as consequências são drásticas todos sabemos disso. E o pior é que o maligno mesmo, quando chegamos em determinado ponto começa a nos acusar, nos põe sentimentos de condenação, levando muitos ao suicídio. Se não o suicídio prático, o suicídio da alegria, da paz…
Vontade humana ou nossa vontade – A vontade humana pode ser a vontade de Deus, quando a pessoa está em Deus e pode ser a do maligno quando a pessoa está afastada de Deus; pode ser puramente humana quando simplesmente é envolta por emoção. Claro que é preciso vontade, desejo de fazer algo, mas quando colocamos Deus, Ele vai direcionando para uma plena realização, um sentimento de que estou no caminho certo. Pois se a vontade humana não for purificada, algo bom como por exemplo o desejo ter uma boa casa, viajar, ter carro do ano pode virar doença fomentada pela ganância. Nada tem de errado em ter esta vontade de possuir bens materiais, porém, eles não podem nos escravisar.
Vontade do maligno – É fácil saber: Ele quer nos destruir, nos roubar e nos matar; mas é claro que ele não fala isso, nem demonstra. O mal é sempre prazeroso no começo. Se você conhece laranja lima entenderá fácil. Se não conhece compre uma: Você vai perceber que ela tem gosto muito doce, mas no final é amarga.
O que fazer para saber qual é a vontade de Deus? Não precisa ficar parado esperando que um anjo venha mostrar. O segredo é dar passos, por em prática os sonhos, os desejos… Junto a isso ir pedindo a Deus que o que for vontade d’Ele permaneça e portas se abram; e o que não for, que Ele vá retirando.
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Ouvir, deixar algo, seguir em frente
Quando Jesus chamou os primeiros apóstolos, Simão (Pedro) e André, Tiago e João, imediatamente eles deixaram algo e seguiram Jesus: Simão (Pedro) e André, deixaram as redes; Tiago e João deixaram o pai.
Ser chamado por Jesus é sentir um desejo grande de fazer algo. É ter no coração um sentimento de que posso contribuir para que o mundo seja melhor, para que pessoas, de alguma forma sejam beneficiadas. A primeira resposta a esse chamado é deixar algo: Simão (Pedro) e André deixaram a rede (o trabalho); Tiago e João deixaram o pai. E a primeira atitude diante da resposta ao chamado é seguir em frente.
A vida com Deus pode ser dividida em 3 partes e nenhuma delas é fácil: 1- Ouvir o chamado[requer silêncio interior para escutar a voz de Deus]. 2- Deixar algo[é complexo, porque nos apegamos muito a pessoas, a bem materiais, a sentimentos (bons e maus), até mesmo nos apegamos a complexos de inferioridade ou superioridade]. 3- Seguir [é desfiante, pois aquele que segue precisa ter claro o que quer e não temer os obstáculos que estão no caminho].
O que faz com que mesmo pessoas que frequentam Igreja, tenham uma religião sejam infelizes é por que muitos não conseguem silenciar interiormente para ouvir o chamado de Deus. Não ouvindo o chamado “acumulam riquezas”, são dominados, não conseguem deixar algo, tornando-se pesados por tantos fardos, ficando incapazes de seguir em frente.
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